‘Eu’, um eterno desconhecido

Eu sempre procurei me entender; sabe quando você passa horas deitado na cama pensando, “porque eu fiz aquilo?”, “porque disse aquela frase?”. Creio que todos já passaram por esse momento, mas isso não me consola.

Saber quem sou é um dos grandes mistérios da minha vida, juntamente com as perguntas “chavões” da existência, ‘de onde vim?’, ‘para onde vou?’, ‘porque estou aqui?’; que nos fazem perder noites a traz de respostas.

Mas o mistério de quem eu sou, parece se desvendar dia após dia, sendo a vida uma grande descoberta do ‘eu’ que tanto procuro conhecer. E não apenas conhecer, mas aprender a viver com ele. Entender as suas loucuras, suas fraquezas, suas bravuras e nobrezas. Mas minha tristeza é pensar que o conhecerei mesmo nos últimos dias da minha vida.

Convivo comigo, e já faz algum tempo, mas esse ‘eterno desconhecido’ vem me surpreendendo. Parece que quando digo sim, ele diz não, quando não quero, ele quer; quando penso em fazer o bem, ele está a um passo de cometer o mal.

Nesse convívio doido, percebi que usar de força para lutar contra é derrota na certa; então cada dia analiso meu companheiro desconhecido, para conquistá-lo na sua fraqueza, e me tornar o ‘eu’ que desejo.

Aos milhares de ‘eus’ desconhecidos o meu aplauso, por gerar nesse mundo um espírito de descoberta!

Anderson Menger

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