Seu José, um mestre em produtividade e organização.


Morar em Porto Alegre sempre foi meu sonho, hoje Deus realizou, moro com minha esposa Stéfanie, na Capital Gaúcha.

Nesse tempo que moramos aqui, já são mais de 18 meses, conquistamos muitas coisas e perdemos algumas outras outras.

Uma coisa que temos conquistado são novos amigos, e hoje vindo de um almoço festivo, próximo à nossa casa, vi um senhor empurrando um carrinho, era um catador de lixo.

Mas não era apenas um catador de lixo, era o O catador de lixo.

Fiquei impressionado com a organização de seu carrinho, meu coração na mesma hora queimou.

Sem mesmo saber quem era, aquele homem, já tinha a minha admiração.

Duas quadras depois cheguei no condomínio aonde moro, falei para a minha esposa ir ao nosso apartamento que eu iria ao encontro daquele homem.

Procurei por algumas quadras, já estava suando, o sol em Porto Alegre nesse horário é uma fornalha, avistei ele. 

Guiava o carinho com maestria e rapidez, quando cheguei mais próximo percebi que era um senhor, me surpreendi pela velocidade que ele andava, com seu veículo de trabalho.

Pedi para falar com ele, quando ele me disse seu nome meus olhos se encheram de lágrimas, minha garganta travou, José - ele falou de maneira educada.

Eu tenho uma ligação muito forte com esse nome, explico para aqueles que não me conhecem.

Logo falei que ele tinha chamado a minha atenção e já tinha minha admiração.

Então ele me mostrou a sua organização e como fazia para desenvolver a sua produtividade.

É guardador e lavador de carros de segunda a sexta, e sábados e domingos é catador de lixo.

Com 62 anos, trabalha 12 horas por dia, mora numa vila que fica a mais ou menos uns 10 km daqui.

Nesse momento, eu queria abraçar aquele senhor, tinha se tornado meu herói.

Em 20 minutos de conversa, ele me ajudou mais do que dezenas de livros que li sobre motivação, organização e produtividade.

E quando pensei que tivesse acabado, ele me disse que escrita versos e frases e que tinha até auto-publicado um livreto com elas.

Nesse momento eu queria fazer como Jesus, queria lavar os pés daquele homem.

Vi que tinha sido Deus que tinha me levado até ele, para ouvir o que ele tinha para mim.

Sua organização me chamou atenção, sua história ganhou minha admiração.

Me convidou para visita-lo, durante o seu horário de trabalho, como guardador de carros.

Me despedi dele e o vi ir. Tentei também ir, mas não consegui. Fiquei tentando entender o que tinha acontecido ali.

Percebi que naquele momento tinha me tornado um catador, estivera catando na vida de um homem, as qualidades e valores que tanto admiro, e ele não me deu as sobras ele me deu a sua história de vida.





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